Face a pandemia do novo coronavírus, nota-se um cenário cada vez mais desafiador em vários âmbitos de atuação, sejam eles sócio-econômicos, políticos, na saúde e nos demais sistemas.

As empresas não podem deixar de lado o seu protagonismo na economia e o acompanhamento rotineiro de suas metas que são alcançadas devido ao principal bem de uma organização: o capital intelectual, ou seja, os profissionais e os talentos que a compõem.

Nesta dinâmica, seguimos com uma reflexão bastante pertinente ao momento atual: o quão as nossas lideranças estão preparadas para a gestão de pessoas à distância.

Muito se fala do RH 4.0 que trata de um modelo de atuação dos Recursos Humanos mais digital e atual, com tendências de brilhar os olhos de qualquer líder, seja desde a implementação de ferramentas tecnológicas e de inteligência artificial a seu favor, proporcionando uma gestão de indicadores mais assertiva, o desenvolvimento de talentos com uma metodologia mais estratégica e até mesmo no cruzamento de perfis de profissionais que ocuparão futuras vagas.

Importante ressaltar que a tecnologia está a nosso favor e o quanto ganhamos em qualidade e inovação dos processos organizacionais, porém sabemos que a gestão de pessoas acontece principalmente no face-to-face (mesmo que on-line!), na humanização dos contatos, no acompanhamento das equipes.

Em tempos de distanciamento social e home office, é essencial que a liderança desenvolva o senso de confiança com seus liderados. Conforme pesquisa da Agência Global de Comunicação Edelman Trust Barometer (2020), a confiança é baseada nos pilares da competência (saber fazer), da ética (coerência em seu propósito) e da comunicação (participação ativa da equipe/liderados). Em análise, percebe-se que a confiança anda lado a lado com o gestor para ter sinergia com toda a equipe, equilíbrio das relações interpessoais e alcance de melhores resultados para a organização.

Enquanto este cenário global de pandemia não for extinto e as rotinas físicas de trabalho reestabelecidas (ou não, pois muitas empresas mensuraram maior aproveitamento da equipe, aumento dos resultados, redução de gastos estruturais e assim permanecerão!), um novo mindset organizacional valioso prevalecerá com um compartilhamento de responsabilidades mais ativo (sejam específicas da área ou até mesmo globais!), um ambiente remoto seguro para que seus liderados possam realizar com qualidade e satisfatoriamente as suas atividades e cada vez mais promovendo uma comunicação mais clara e assertiva para o melhor direcionamento do trabalho e alinhamento individual com cada membro da Equipe.

Gerir à distância é possível e sem muitas teorias. E o primeiro passo é adaptar-se a este novo cenário, estar aberto a este “novo normal”. Ter sempre em mente  suas metas, sem perder a humanização nas relações de trabalho pode ser o caminho. Ainda estamos aprendendo com a nova realidade e uma coisa é certa: todo aprendizado é uma oportunidade única de crescimento e desenvolvimento.

Nunca deixe de acreditar nas SUAS potencialidades e da sua EQUIPE.

Por Janine Chequer
Psicóloga, pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Gestora de Recursos Humanos e Comunicação do Escritório Clementino Advocacia Trabalhista.

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